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Rede Solidária de Mulheres de Sergipe encerra 2025 com fortalecimento de ações territoriais e mobilização

 

O último trimestre de 2025 marcou um período de mobilização, aprendizado coletivo e de fortalecimento das ações do Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe, realizado pela Associação das Catadoras de Mangaba de Indiaroba (Ascamai), em parceria com a Petrobras, com o apoio da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e do Movimento de Catadoras de Mangaba de Sergipe (MCM).

 

Entre os meses de outubro e dezembro, o projeto desenvolveu oficinas, palestras, ações educativas, campanhas e atividades que reafirmaram seu compromisso com a promoção de direitos, a autonomia das mulheres e a transformação social nos territórios atendidos. As oficinas realizadas no período adotaram a metodologia da educação popular, integrando práticas dialógicas, teóricas e vivenciais.

 

 

De acordo com a artesã Elizanete Pereira, do povoado Flexeiras, em  Santo Amaro das Brotas, as oficinas foram momentos de muita troca e aprendizado, além de fortalecimento e união entre as mulheres da comunidade. “Eu gostei muito das oficinas, da horta. Aprendi muita coisa, como plantar os alimentos, as sementes, como lidar com a terra, também com a oficina de alimentos, como higienizar os alimentos, como fazer as produções de bolo e outras coisas. Agradeço ao projeto por oferecer essas oficinas para a gente. E gostaria que não acabasse, que outras oficinas continuem chegando para a gente fazer e aprender ainda mais”, destacou.

 

Além das oficinas, o trimestre foi marcado por palestras e ações educativas voltadas à promoção dos direitos humanos e ao enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes. Destaca-se a palestra “Gravidez na Infância e Adolescência”, realizada no âmbito da Campanha Zero Gravidez na Infância, que articulou informação, prevenção e sensibilização sobre a violação de direitos de meninas e adolescentes. A ação ampliou o alcance do projeto ao dialogar com espaços escolares e comunitários, reforçando o papel da educação e da comunicação na proteção integral.

 

 

Segundo a assistente social do projeto, Conceição Mendonça, as palestras sobre gravidez na infância atingiram públicos importantes no processo de enfrentamento dessa problemática. “Mulheres da Rede, Adolescentes e jovens de escolas públicas, que despertam para informações sobre o enfrentamento das formas de violência sexual contra crianças, mas também como auto proteção, desnaturalizando a objetificação de seus corpos, assim como entendendo caminhos legais sobre o crime de estupro de vulnerável”, ressaltou.

 

O período também foi marcado por ações de fim de ano, como a campanha de Natal, que envolveu a mobilização das mulheres. A produção de panetones e outros produtos fortaleceram a economia solidária, geraram renda e reafirmaram os laços comunitários, evidenciando a integração entre formação, organização coletiva e sustentabilidade da iniciativa.

 

 

O envolvimento das participantes ao longo das atividades foi expressivo, evidenciando a apropriação dos conteúdos trabalhados, o fortalecimento dos vínculos coletivos e a ampliação da consciência crítica. As oficinas, palestras e ações consolidaram-se como espaços de acolhimento, aprendizado e mobilização, contribuindo para processos formativos consistentes, participativos e alinhados às realidades dos territórios.

 

Karina Vanessa Alves, catadora de mangaba do povoado Manoel Dias, em Estância, avalia o ano de 2025 como positivo e de muitos ganhos para o projeto e para as associações de maneira geral. “Este é mais um ano de convivência na Rede Solidária de Mulheres em que sou só gratidão. Foi um ano em que aprendi muitas coisas boas, como fazer geleia, biscoitos, panetone, aprendi a fazer crochê, que eu não sabia, e através dos cursos, a gente amplia nosso conhecimento, além de ampliar também as opções de produtos para comercialização, então foi muito positivo para nós”, celebrou.

 

Para a coordenadora geral do Projeto Rede, as ações desenvolvidas entre outubro e dezembro de 2025 reforçaram o papel estratégico da Rede. “Nesses últimos meses continuamos com nosso trabalho no enfrentamento das desigualdades de gênero, raça e classe. Ao promover autonomia, fortalecer o poder de fala e ampliar a participação social, a Rede Solidária de Mulheres de Sergipe encerra o ano reafirmando seu compromisso com a formação política, comunicacional e cidadã das mulheres”, concluiu.